Uma parceria entre o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) e a prefeitura do Rio de Janeiro possibilitou o lançamento hoje (14) do Passaporte dos Museus Cariocas, que consiste em uma caderneta de bolso com informações sobre 43 museus da cidade, que permite acesso gratuito às instituições, em dias específicos da semana. O passaporte foi apresentado no Museu da República, no bairro do Catete, como parte das comemorações dos 450 do Rio.

O presidente do Ibram, Carlos Roberto Brandão, destaca que, mais importante do que a questão financeira envolvida – até porque muitas instituições já têm entrada gratuita – é o estímulo a visita aos museus que o passaporte proporciona, com o espaço a ser carimbado a cada instituição visitada.

“É uma tentativa de nos articularmos com o público do Rio de Janeiro, de fomentar a visita aos museus. Cada museu aderiu voluntariamente e ficou livre para fazer sua proposta de gratuidade. O público vai ter, então, acesso aos museus, e com o passaporte, que vai ser carimbado a cada visita, as pessoas vão ter uma lembrança para guardar dos museus que visitaram nos 450 anos do Rio”, segundo Brandão.

Ele lembra que os museus da cidade já foram estimulados a montar exposições que contemplem o tema do aniversário, e o passaporte pode ajudar as pessoas a organizarem seus roteiros culturais. O passaporte tem validade até o fim do ano, mas o secretário Municipal de Cultura, Marcelo Calero, adianta que a ideia é continuar o projeto em 2016, ano olímpico.

“A gente já levou ao Ministério da Cultura, para que possa ter em 2016 uma nova edição do Passaporte dos Museus Cariocas, aproveitando o grande número de visitantes que a cidade terá por conta dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos. Então, esse é um primeiro passo para que os cariocas, visitantes nacionais e estrangeiros tenham maior acesso e maior conhecimento a respeito dos museus da cidade, e que guardem verdadeiros tesouros ao alcance de todos, com um trajeto bem curto, às vezes de ônibus ou até mesmo a pé”, salientou.

O engenheiro Felipe Ribeiro Lopes foi visitar o Museu da República e aproveitou para pegar o passaporte. “Quero visitar o Museu Aeroespacial, tem muitos que eu não conheço ainda, vou aproveitar o passaporte para fazer um itinerário melhor. Até o final do ano quero conhecer quase todos”, disse ele.

Morador de Manaus, o instrutor de autoescola Ronaldo José Correia Horta também pretende aproveitar o benefício, já que vem ao Rio com frequência para visitar uma filha. “É interessante adquirir o passaporte, porque não moramos aqui, mas nossa filha está morando aqui, agora, e vimos frequentemente visitá-la. Então, isso seria de grande ajuda também, com toda certeza, já visitamos museus no Rio, e tem outros que queremos conhecer, como o Museu da Seleção, que fica na Tijuca”, revelou.

O acervo histórico do Maracanã não está na lista dos museus contemplados pela gratuidade. Moradora do Complexo da Maré, zona norte do Rio, a atriz e contadora de histórias Marilene Nunes, considera a iniciativa importante para popularizar o acesso aos bens culturais.

“Acho muito importante esse passaporte, porque muitas pessoas, inclusive na Maré, tinham uma ideia de que museu é coisa que só podia entrar elite. A partir do momento em que o Museu da Maré foi construído, eles passaram a ir ao museu e a conhecer outros museus. Então, acho importantíssima essa iniciativa, porque vai ajudar todo mundo da comunidade a frequentar museus. Eu mesma vou a todos, mas tem alguns que ainda não conheço”, revelou Marlene.

A tiragem inicial do Passaporte dos Museus Cariocas é de 50 mil exemplares, que serão distribuídos gratuitamente em seis pontos: Museu Nacional de Belas Artes, Museu da República, Museu Imperial (em Petrópolis), Museu de Arte do Rio, Museu Aeroespacial e Centro Cultural Banco do Brasil.

Sobre o autor

Relacionados

comentários