Matheus Evangelista coloca o Brasil entre os cinco melhores do mundo e alerta para a importância do país valorizar seus atletas 

Ele foi o único brasileiro a subir no pódio de um Grand Prix de Águas Abertas e possui o melhor tempo entre todos os nadadores do Brasil que já participaram da competição, que surgiu em 1987. Matheus Evangelista é o maior representante do país nas provas de longa distância realizadas no exterior.

Ainda pouco conhecida por aqui, a natação de águas abertas exige um atleta resistente aos contratempos como cansaço excessivo pelas longas horas ao mar e fatores como o vento e o sol, que podem prejudicar o desempenho do nadador, que depende dos milésimos de segundos para conquistar um lugar ao pódio.

Evangelista tem recordes importantes e relevante conquista em Ohrid Lake, na Macedônia, ao percorrer os 33 km de prova em apenas 5h55min34seg. O atleta conquistou a medalha de bronze e recebeu a premiação do presidente da Macedônia, Gjorge Ivanov.

Tratados como heróis durante as competições, os nadadores de águas abertas percorrem mais de 30 quilômetros em provas sem raia e geralmente realizadas em alto mar. Para o gaúcho, que também fez história na Copa do Mundo da modalidade, realizada em Capri-Napoli, na Itália, falta incentivo para que mais brasileiros batam recordes nesse tipo de prova.

“As provas de longa distância exigem muita concentração, pois até o vento pode ser um empecilho quando se está em alto mar. Além disso, a resistência e a respiração correta fazem toda diferença quando o cansaço bate depois de algumas horas de competição. Se o Brasil incentivasse seus atletas e dissipasse a importância dessas travessias seria possível ir muito mais além”, revela.

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